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Por: (5°
INFO MANHÃ)
Marcella
Caffer calixto
Bruna Katharina
Martins
Priscilla Paes
João
Víctor Portelinha de Oliveira, de apenas oito anos, passou no vestibular
de Direito da UNIP de Goiânia e chegou até mesmo a se matricular no curso,
mas foi barrado ao tentar assistir sua primeira aula.
João Victor,
estudante do 5º ano do ensino fundamental, pediu aos seus pais para ser
inscrito no vestibular de Direito e, de forma inesperada, acabou passando
no mesmo.
O menino se define como uma criança normal, mas com os planos ser advogado
até os 15 anos e juiz federal até os 18. Ele disse que não achou dificuldade
para fazer a prova, principalmente a redação, mas admite que muitas coisas
de matemática, física e química ele ainda não tinha visto, até mesmo raiz
quadrada.
Após aprovação, João Victor acabou até mesmo fazendo a matrícula para o
curso, mas em seu primeiro dia de aula foi barrado pelos seguranças da universidade.
A direção da UNIP se pronunciou à imprensa e informou que o valor da matrícula
será devolvido a família. Porém, os pais de João Victor não querem a devolução
do dinheiro até mesmo pensaram em recorrer a justiça para que o filho possa
assistir as aulas.
A agência Estado informou que o ministro da Educação, Fernando Haddad, mandou
investigar o vestibular da UNIP, e teve total apoio da OAB. O primeiro passo
será pedir que a UNIP envie para o MEC a cópia da prova feita por Victor.
O presidente nacional da OAB, Cezar Britto, afirmou que o episódio comprova
a "mercantilização" do ensino de Direito e cita os baixos índices
de aprovação dos alunos de faculdades privadas no exame da OAB, sobretudo
quando comparadas com instituições públicas.
O caso tem precedentes em Goiás, mas nunca com um candidato tão jovem, os
casos envolviam estudantes próximos a concluir o Ensino Médio. Mas, o Conselho
Estadual de Educação diz que a lei é clara e que para cursar o Ensino Superior
é preciso que a pessoa além de ter passado no Processo Seletivo tenha terminado
o Ensino Médio, que não é o caso de João Victor.
A repercussão do caso foi tão grande que o site do jornal El Pais, da Espanha,
publicou uma matéria a respeito do caso.
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